Posts de Dora Schmidt
12 de abr de 2015

A importância da composição fotográfica

Compor uma foto nada mais é do que organizar os elementos dentro do quadro de acordo com a intenção do fotógrafo. Na minha opinião, a composição é o que transforma uma fotografia numa obra de arte. Eu não sei se acontece com vocês, mas parece que algumas imagens te colocam em cena dentro delas, te hipnotizam.

Escola-Fluxo

De Danilo Christidis (fonte)

Acredito que compor uma boa fotografia supere a qualidade de qualquer equipamento. É através dela que o fotógrafo consegue expressar suas emoções, tocando o espectador. É graças a ela que se fazem os grandes nomes da fotografia, pois disparar um botão, convenhamos, qualquer um faz.

Existem muitas pessoas por aí que simplesmente pegam a câmera e fazem fotos incríveis. Não é o meu caso (dá uma raiva, né?), mas como tudo na vida, tem solução: treino! Sim, basta treinar o seu olhar a enxergar os detalhes que transformarão a sua foto numa grande foto. Há vários tipos e regras de composição, como regra dos terços e espiral de ouro, mas vou simplificar e mostrar pra vocês o que, pra mim, é o principal.

Compor por linhas

Na minha opinião, é o jeito mais fácil de conseguir algum impacto com a sua fotografia. Quando estiver fazendo o enquadramento, procure por linhas. No início é difícil, mas com o tempo começamos a desenhar loucamente com as fotos. As linhas vão direcionar a atenção do espectador pro assunto principal da sua foto, ou seja, são um elemento secundário mas influenciam totalmente no resultado final.

Compor por cores

Usar o contraste das cores é uma outra estratégia para fazer uma boa composição. Ao meu ver, é a melhor alternativa quando a intenção é passar algum sentimento, seja ele bom ou não. Quanto menor for a quantidade de cores, mais dramática ficará a sua composição, quanto mais cores, mais suave.

Compor por sombras

A composição por sombras pode dar dimensão e textura a sua fotografia. Funciona melhor para fotos mais sóbrias e uma dica bacana é usar a luz artificial pra obter o efeito desejado!

Por fim, minha dica (que foi uma das coisas mais importantes que aprendi em relação a composição) é: mexa-se! Interaja com o objeto a ser fotografado, dê a volta, procure o melhor ângulo, o melhor enquadramento. Um exercício pra melhorar a sua composição é não usar o zoom da câmera. Que tal, ao invés disso, se aproximar do objeto e, quem sabe, descobrir uma grande foto que talvez não estivesse ali?


Já conheciam esses princípios? Mostrem suas fotos pra gente!

Espero que vocês tenham gostado, um beijo! :*

Postado por Dora Schmidt

Gaúcha, sagitariana, estudante de jornalismo, blogo no Parada Quinze. Amo fotografia (mais do que fotografar) e o impacto que ela é capaz de nos causar, marcando a sociedade e a história. Não abro mão da simplicidade de uma vida leve como Amélie Poulain e isso se reflete nas minhas fotografias.
28 de fev de 2015

História da fotografia: você conhece?

Com os avanços e facilidades da tecnologia, todos tem acesso a qualquer informação. As redes sociais para os amantes de fotografia (a.k.a. Instagram) tomaram conta e qualquer um que faz uma foto e coloca filtro se autodenomina fotógrafo. Mas será que você sabe qual a história da fotografia? Os grandes nomes? Como surgiu? Esse é o assunto de hoje, porque cultura nunca é demais e a gente goxxxxxta.

 Fiat lux!

Deus disse: “Faça-se a luz!” e assim surgiu a fotografia! Do grego, foto significa luz e grafia escrita, ou seja, desenhar, escrever com a luz. O seu começo de fato ainda é algo misterioso, suspeita-se de que algo similar à camara escura (que em seguida explicarei como funciona), apenas com um pequeno orifício por onde a luz passava, mas muito maior, fosse utilizado na época do Renascimento. Lembra daquelas aulas chatas de física, mais precisamente de ótica, que você não tava nem aí? Pois bem, elas são bem importantes aqui e explicam algumas coisas como, por exemplo, o fato da imagem de um objeto ser maior que o próprio. Os artistas renascentistas utilizavam grandes salas “móveis” para pintar murais. Portanto, era só posicionar a sala em frente a paisagem desejada e tcharãm! A imagem que se formava dentro da sala funcionava como um molde para a pintura.

Conforme os estudos sobre o assunto foram avançando, a arte já não se via mais na obrigação de retratar o mundo com tanta perfeição, afinal, a fotografia faria isso melhor do que qualquer outro artista. Sendo assim, abriu-se espaço para o desenvolvimento das vanguardas européias (futurismo, dadaísmo, surrealismo e todos os ismos que podem existir) e para o desenvolvimento da “tecnologia” fotográfica.

A câmara escura

 

As primeiras câmeras eram denominadas câmaras escuras. Consistiam basicamente de uma caixa, um orifício com uma lente, um espelho (se liga na física!), já que a imagem era invertida e um material onde a foto é gravada/impressa/esqueci a palavra. E aí começou a desandar a maionese… Era preciso de um material fotossensível, lembrando, foto é luz! O primeiro a ser utilizado foram os sais de prata, que escurecem a medida que recebem luz. Era preciso ir um cuidado imenso para criar a impressão de luz, sombra, forma, extremamente trabalhoso. O problema é que tudo se perdia ao mostrar a fotografia para alguém, já que quando expostos a luz, os sais de prata continuavam escurecendo, e no final só restava um breu.

Depois de muita pesquisa para encontrar o material adequado, surge a primeira fotografia, em 1826, de Joseph Nièpce. Um material chamado de betume da Judéia foi utilizado, porém ele era pouco fotossensível, levando assim 8 horas de exposição para o resultado final. O fotógrafo chegou a declarar que o projeto era apenas um ensaio, nem sendo capaz de chamar de fotografia, já que não era possível identificar nenhum objeto claramente, sendo apenas um borrão com falta de nitidez.

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Vista da janela em Le Gras (fonte)

O problema dos sais de prata

Em cada evolução da fotografia, temos a solução de pequenos problemas e entra agora na história, para solucionar a questão da suspensão da reação dos sais de prata, o mais importante contribuidor pra esse evolução (na minha opinião): o graaaande Louis Daguerre! Acidentalmente, nos seus estudos de, Daguerre guardou uma fotografia dentro de seu armário e o mercúrio de um termômetro acabou derramando sobre a chapa. No outro dia, ao acordar, Daguerre se deparou com uma fotografia nítida que não estava lá. Sim, é isso mesmo: estava criada a revelação fotográfica! No escuro e com o uso de materiais químicos e, como todos nesse mundo são pouco egocêntricos, o modelo ficou conhecido como daguerreótipo.

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Primeiro daguerreótipo (fonte)

Todavia, ainda tínhamos o problema do tempo de exposição. Queria ver você, fazendo um retrato, parado por 5 horas! hahahaha Duvido! Sendo assim, numa colaboração, William Talbot e Frederick Herschel (que não tenho tanto apreço quando o Daguerre, I’m sorry), desenvolveram um material diferente para a fixação, o Calótipo. Outros elementos químicos, mais fotossensíveis, foram utilizados e ele agora já era mais maleável (estão sentindo aonde estamos chegando?). Assim, já não eram mais necessárias 6 horas para fazer uma foto.

Surgimento dos filmes fotográficos

O tempo foi passando e, novamente (sim…), problemas surgiram. Os químicos utilizados para revelação/tratamento das fotos mudou diversas vezes, mas um que foi muito marcante foi o colódio. Ele precisava ser aplicado rapidamente sobre a imagem uma vez que, a chapa, úmida da forma que era utilizada, quando seca, se perdia a imagem. A fotografia se tornava um processo nada prático, uma vez que o fotógrafo precisava ter seu laboratório consigo para poder concluir o processo. Nesse momento, foram criados os laboratórios móveis. Imaginem a magia: o fotógrafo fazia a foto, saía correndo, entrava na sua carroça e voltava com ela pronta! hahaha A cena é hilária na minha cabeça.

Em 1888, George Eastman acabou com a carrocinha extinguiu o problema! Mudou novamente o material das chapas utilizadas antes para um bem mais molinho e, para agilizar o processo, ligou vários entre eles (vocês estão prontos para essa novidade???), enrolou e tcharãaaaaam: estava criado o filme fotográfico, os negativos, uhul!!! Juntamente com esse grande feito, surgiu uma das maiores marcas no ramo da fotografia: a falecida Kodak! Uma curiosidade: dizem que o nome é uma onomatopeia, que imita o som do obturador da câmera hehe. O filme que ficou conhecido foi o 35mm, que era utilizado nas películas cinematográficas, produzido em larga escala, consequentemente, mais barato. A partir daí nós já éramos nascidos, quem lembra da ansiedade que era revelar o filme da câmera? E a diferença é que agora, ao invés de filmes, nós utilizamos cartões de memória (prefiro os filmes bjs).

Bem, a fotografia é bem mais do que a evolução da técnica e do equipamento. Sem os grandes fotógrafos que foram a construindo ao longo do tempo, essa maravilhosa arte não seria um terço do que é hoje. Por isso, trouxe algumas imagens dos meus fotógrafos favoritos:

Henri Cartier-Bresson (1908 – 2004): francês, um dois maiores fotógrafos do século XX, referência do fotojornalismo.

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Hyres, de Bresson (fonte)

Sebastião Salgado (1944): maior fotógrafo brasileiro da atualidade, registra momento extremos da natureza e da humanidade.

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De Genesis (fonte)

Ansel Adams (1902 – 1984): fotógrafo americano, seus cliques mais famosos são de uma viagem a Sierra Nevada, retratava “a fotografia enquanto arte e por isso, expressão da criatividade”.

Robert Capa (1913 – 1954): húngaro, suas imagens mais famosas foram da Segunda Guerra Mundial.

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Dia D, na Normandia (fonte)

Elliot Erwitt (1928): franco-estadunidense, mostra através da lente a ironia e algumas situação absurdas.

Espero que tenham gostado dessa “aula” de história e cultura. Lembrem sempre que, se não fosse por esses grandes nomes, a fotografia não seria a arte que se tornou hoje. Fica a minha pergunta pra vocês: já conheciam a origem e esses fotógrafos? Grande beijo!

Postado por Dora Schmidt

Gaúcha, sagitariana, estudante de jornalismo, blogo no Parada Quinze. Amo fotografia (mais do que fotografar) e o impacto que ela é capaz de nos causar, marcando a sociedade e a história. Não abro mão da simplicidade de uma vida leve como Amélie Poulain e isso se reflete nas minhas fotografias.
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