Categoria "Viagens e Intercâmbio"
14 de dez de 2015

Fazendo as malas: o que levar e o que não levar para um lugar frio

Uma das coisas que mais escuto quando falo que sou fissurada, apaixonada, louca, psicopata, obcecada adoro Vancouver é: “mas lá é muito frio!”. Então, vamos lá: não é não! Frio é aqui, quando a temperatura cai de 40ºC para 15ºC e temos que tomar banho numa casa onde não tem aquecedor, não tem mantas térmicas nas paredes e nem nada do tipo.

Já fiz as contas uma vez e é praticamente a mesma coisa. Vancouver não costuma passar de 30ºC no verão. Eu mesma peguei 25ºC lá e acho que foi o auge de calor que a terrinha teve durante o tempo que fiquei. Se tirarmos 30ºC, fica -5ºC. A mesma coisa acontece se tirarmos essa mesma medida de 40ºC, cai para 15ºC. Confuso, né? Mas é frio e pronto. O mesmo frio, com a diferença que aqui não neva (não em todos os cantos do Brasil, pelo menos). E quando a gente começa a pensar no que levar para um lugar como Vancouver, bate o desespero: o que eu coloco na mala e como fazer tudo caber?

As companhias aéreas colocam limites de bagagem de acordo com o tipo de aeronave que vai decolar. No geral, para viagens internacionais, podemos despachar duas malas de 32kg cada e embarcar com uma mala de até 10kg. Falando por experiência própria, dificilmente você vai atingir o limite de peso. Só se você for uma pessoa bem fissurada em roupas mesmo, porque 74kg é muita coisa. Quando minhas malas não estavam nem fechando direito e eu tive que enrolar aquele plástico de cozinha (olha a dica de gabiarra!) pra dar uma força pro coitado do zíper, elas estavam com 29kg e 27,5kg cada. Então com o limite de peso dá pra carregar muita coisa.

Mas uma coisa é fato: seus casaquinhos de lã comprados em Campos do Jordão (saudades, Campos! ♥), furadinhos e bonitinhos, não servem para absolutamente nada! Nem as luvas que você comprou, nem aquelas calças legging reforçadas, nem o seus super tênis de tecido. Nada. No meio da neve, no frio de temperaturas negativas, isso tudo só vira acúmulo e faz a gente passar sufoco. Então pega o caderninho aí e vai anotando as dicas, porque ninguém merece deixar de curtir um super passeio por causa de um floquinho ou outro. ;)

Acessórios funcionais

Fazendo as malas o que levar e o que não levar para um lugar frio

Meu senso de moda na Granville Street, em Vancouver.

Na hora do frio mesmo, brincos, pulseiras, relógios, anéis e correntes não ajudam muito. Não que você não deva levar, mas dê prioridade aos acessórios que vão ajudar a te proteger das baixas temperaturas. Cachecóis são ótimos amigos e é fácil encontrar alguns lindos. Eu tenho um que foi presente de uma amiga, que sabe fazer crochê, e eu adoro. É quentinho, é lindo e fácil de combinar com as minhas roupas monocromáticas (sou dessas!). Boas meias também são importantes e é melhor um par grosso e resistente do que 30 fininhos, que você vai ter que colocar tudo ao mesmo tempo. Então foca nas meias de qualidade. Eu não sinto frio nas mãos, então as luvas não são tão necessárias. Mas para quem quiser fazer um boneco de neve, por exemplo, um par de luvas de couro é o ideal. Essas de lã/tecido molham e te deixam com mais frio ainda. Meus melhores amigos são os gorros, porque, de alguma forma, começam a esquentar minha cabeça e me dá um calor danado. Então quando o bicho realmente pega, eu taco um gorro fofo na cabeça e, além de proteger as orelhas, já fico quentinha. Protetor solar não é acessório, mas mesmo no frio é importante, então não dá para esquecer.

Foca no que tem embaixo

Você pode colocar 500 casacos e passar o dia com dificuldades de locomoção (além de ter que tirar e por cada vez que entrar e sair de lugares fechados!), ou pode escolher uma boa “roupa de baixo” e ficar de boa, curtindo seu passeio. Na minha primeira viagem fora do Brasil, meu pai, que já tinha experiência, me levou numa loja de esportes radicais (hahaha, super a minha cara, só que não!). Lá nós achamos um conjunto de blusa de manga comprida e calça que pareciam feitos de neoprene e um casaco impermeável. Foram as melhores compras que eu já fiz na minha vida de intercambista. Muitas vezes, quando o frio dava uma trégua, eu tirava o casaco impermeável e ficava só com a blusa, totalmente tranquila e sem sentir frio. Sem contar na durabilidade do material, que me acompanhou em viagens de 2007 a 2014, quando resolvi que era a hora de passar o conjunto adiante e ajudar novas pessoas a se protegerem das baixas temperaturas. Então é assim: um bom conjunto de baixo, um bom casaco por cima e pronto! Simples, prático e eficiente.

Tem que ser impermeável

Quando ouvi isso pela primeira vez, achei besteira. Até o dia que pisei numa poça de água em English Bay, com os meus tênis de tecido e cheguei em casa com os dedos roxos. Chegava a doer, de tanto frio. A neve é fofa, mas ela molha. Quando bate no cabelo, quando bate na roupa, ela vira água e aí, em temperaturas negativas, a coisa começa a complicar. Dê preferência sempre (mesmo!) a casacos impermeáveis, sapatos confortáveis e de couro (ou que impeçam a água de entrar), luvas de couro e tudo que te ajude a não se molhar. Ter um guarda-chuva pequeno por perto é sempre uma ótima ideia, já que uma tempestade de neve é a mesma coisa que uma tempestade de chuva.

Mochilas são a melhor opção

E talvez a mais importante de todas, que eu aprendi com o tempo e com muita teimosia: a mochila é a melhor aliada. Eu carregava bolsas bonitinhas, mas que não eram práticas e não cabiam muita coisa. Mantenha sempre hidratantes por perto, tanto corporais, quanto labiais. O frio castiga muito a pele e ela começa a criar rachaduras. Leve uma garrafinha de água sempre junto e tenha sempre mapas por perto. Já me perdi à noite, numa rua cheia de neve e não é muito legal.

Acima de tudo, aproveite muito o seu passeio. Seguindo essas dicas e se agasalhando direitinho, não tem frio que te impeça de curtir e guardar ótimas lembranças. *u*

Postado por Mariana Pereira

Mariana Pereira, 26 anos, jornalista, blogueira, autora de "Ao meu ídolo, com amor..." e #ShihTzuLover. Eterna intercambista e canadense de coração, sonha em viver num país bem gelado, apesar de não ser muito fã da neve. Atualmente se divide entre comandar uma sorveteria, escrever mais livros, brincar com seu cachorro e planejar suas próximas aventuras.
08 de dez de 2015

Vancouver Christmas Market e o charme dos mercados de Natal

Dezembro chegou e todo mundo já está decorando a casa e entrando no clima de Natal. Mas calma que não esquecemos de quem está fora do país. Seja passeando com a família, amigos, amor da sua vida ou no meio de um intercâmbio, também temos dicas festivas para você curtir ainda mais a sua viagem.

Há alguns anos recebemos em nossa casa (aqui no Brasil) uma intercambista da Áustria. Ela comentou comigo, na época, sobre as tradições da cidade dela, o que eles costumavam fazer e falou sobre o Viena Christmas Market (mercado de Natal de Viena). Me mostrou fotos e eu fiquei apaixonada. É a coisa mais linda e, embora o Natal não seja minha festa favorita, fiquei morrendo de vontade de conhecer! Não tive oportunidade de ir à Viena ainda, mas em 2011 Vancouver não me decepcionou e me apresentou seu próprio Christmas Market.

Vancouver Christmas Market, dezembro de 2011

A história

Os mercados de Natal surgiram na Alemanha, pelas mãos dos comerciantes, que colocavam seus produtos em barracas nas ruas para serem mais vistos e aumentar as vendas. Como cada região tinha suas características, os mercados acabavam absorvendo essas particularidades, o que fez de cada exposição um evento único. As comidas e bebidas servidas também eram localmente produzidas, então acompanhavam o estilo de cada mercado e as ofertas de cada cidade eram diferentes. Chamados originalmente de Christkindlmarkts, eram considerados perfeitos para os aldeões comprar e vender seus artesanatos tradicionais, incluindo ornamentos de palha e vidro.

Hoje, os mercados de Natal são considerados “porta de entrada” para as festas de final de ano. Vilas, cidades e aldeias em toda a Alemanha comemoram a chegada dos Christkindlmarkts, que começam suas atividades no meio de novembro e vão até o Natal. Hoje, estão espalhados por Munique, Berlim, Rothenburg, Nuremberg, Frankfurt e Baden Baden. Cidades grandes, como Munique, possuem até mais de um mercado.

O Vancouver Christmas Market

Vancouver Christmas Market, dezembro de 2011

Esse é o sexto ano que Vancouver participa da festa, que parece ter realmente caído no gosto dos canadenses. Ao todo são 30 expositores, entre artesãos, joalheiros e cozinheiros, que servem as comidas típicas da Alemanha, além daqueles chocolates ma-ra-vi-lho-sos! Eles também tem uma programação cultural muito bacana, que vai do carrossel gigante, peças de teatro e apresentações musicais. Se você está no Canadá e gostou da dica de passeio, é só clicar aqui e pegar a programação.

Eu aconselho todo mundo a visitar essa feira, não importa o lugar do mundo que você esteja. Procure saber se tem alguma aí perto de você e vá até lá. A entrada individual no de Vancouver custa $8 e é um passeio muito gostoso. A gente acaba entrando no clima e até cantando as músicas de Natal que rolam pelos auto-falantes. Fora que é uma ótima oportunidade para garantir presentes diferentes e por um preço bem bacana. *u* Lembro de ter comprado uma caneca personalizada do evento e uma bola de Natal meio grande, que eu carreguei por todos os lados, já que resolvi passar no shopping depois. A louca, né?


O evento em Vancouver acontece até o dia 24 de dezembro no Queen Elizabeth Theather, na 650 Hamilton Street, no centro da cidade, das 11:00 às 21:00. Como é época de frio, recomendo uma roupa quentinha e impermeável (quem aí já ouviu falar da Raincouver, ao invés de Vancouver?) para garantir um passeio bem confortável.

Não está no Canadá? Não tem problema. O site Christmas Markets 2015 tem informações sobre os Christmas Markets de vários lugares do mundo. Dá uma espiada lá, quem sabe você não tem sorte e encontra um mercado pertinho de você? ;)

Postado por Mariana Pereira

Mariana Pereira, 26 anos, jornalista, blogueira, autora de "Ao meu ídolo, com amor..." e #ShihTzuLover. Eterna intercambista e canadense de coração, sonha em viver num país bem gelado, apesar de não ser muito fã da neve. Atualmente se divide entre comandar uma sorveteria, escrever mais livros, brincar com seu cachorro e planejar suas próximas aventuras.
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