19 de jan de 2016

Como escolher a agência certa para o seu intercâmbio

Sempre ouvimos ou lemos em dicas de viagens: o que visitar na cidade tal, quando é a melhor época, quanto devemos levar de dinheiro e muitas outras informações que o pessoal vive passando adiante. Mas alguém aí já te falou um pouco sobre a escolha de uma agência de viagens?

Pode parecer besteira, mas é um assunto muito importante. Você pode escolher o melhor lugar, pode pagar à vista ou parcelado, levar um monte de dinheiro para gastar, mas se não tiver um bom apoio, as coisas podem ficar bem difíceis.

Durante quase um ano, trabalhei numa das maiores agências de intercâmbio do Brasil. Não vou citar nomes porque não estão me pagando nada, beijos porque não convém, mas posso dizer uma coisa com a maior certeza do mundo: eu fiz a diferença na vida das pessoas que embarcaram sob minha responsabilidade.

Procurei sempre ajudar, seja procurando passeios e mapas, entrando em contato com os intercambistas já embarcados, me predispondo a esclarecer qualquer dúvida. A maneira que eu conseguisse melhorar a experiência dos meus clientes era a maneira certa pra mim. Tive casos de intercambistas literalmente de primeira viagem, que voltaram para me levar presentes ou para falar que “aquela escola é uma droga”. Sim, eu ouvia isso com atenção, porque se a pessoa estava ali, me passando uma impressão dela, eu tinha que saber, para pensar duas vezes antes de oferecer para outro cliente. Outra menina, que estava com seu processo de Au Pair emperrado, voltou com uma barra de chocolate só para agradecer o fato de eu tê-la ajudado a encontrar uma família.

Mas calma, não estou pedindo emprego e nem vendendo meu peixe. Estou mostrando um lado da moeda. Quer ver o outro?

Uma das minhas melhores amigas está em Dublin, na Irlanda. Quando chegou, passou por situações, de não ter transfer (motorista que pega no aeroporto) ou hostel (albergue para estudantes) reservados. Teve que se virar. De todos os problemas que ela enfrentou, o maior de todos foi passar por situações complicadas logo que chegou por lá.

Imagina: você está no meio de um processo de choque cultural, longe da sua família, totalmente fora da sua zona de conforto e num país completamente diferente. Aquele inglês que você achava que era fluente, vira quase básico quando ouvimos aquele bando de cidadãos locais falando rápido, com gírias e numa fluência que nossos professores no Brasil nunca tiveram. Você se vê sem saber pra onde ir, o que fazer, com quem falar. Dá um desespero danado! Então tenha certezas e garantias de todos os lados. A agência de viagens está ali para facilitar esse processo.

Mas como sei se minha agência é confiável?

O primeiro passo é não se iludir. Salvo algumas exceções, todos vão te receber muito bem na agência de viagens. Até onde eu sei, todas elas trabalham com metas e a melhor maneira de alcançar o valor estipulado pela matriz é convencer o cliente a viajar com eles. E o fato de ser uma agência de renome e conhecida não faz dela melhor, viu?

Já fui muito mal atendida numa unidade da mesma empresa que eu trabalhava, onde o mocinho não quis nem me mostrar direito os pacotes. Quando eu falei “trabalho na loja da cidade tal e sei que tem”, ele se tocou e me deu o programa que eu queria. Não preciso dizer que saí de lá e nunca mais voltei, né? Isso acontece e nome não quer dizer nada, mas algumas coisas devem ser observadas em qualquer agência:

  • A pessoa que está te atendendo já fez intercâmbio? Não é essencial, mas ser atendido por quem já passou pela experiência ajuda muito;
  • A pessoa demonstrou conhecimento no pacote que está vendendo e respondeu a todas as suas perguntas?
  • Antes de te oferecer um pacote qualquer, a pessoa tentou entender melhor o que você quer e ouviu suas solicitações?
  • Além da opção que você já tinha em mente, a pessoa demonstrou proatividade e te deu mais opções?

Você encontrou a sua agência do coração, comprou o pacote, assinou o contrato, pegou sua via, pagou e está só esperando embarcar? Parabéns! Mas lembre-se que o trabalho da agência só acaba quando você voltar, não quando você for para o intercâmbio. Tenha certeza de pedir todos os documentos, como carta de aceitação da escola, carta de aceitação da homestay/hotel/albergue/apartamento, carta de confirmação do transfer (se você contratar) e telefone da pessoa que vai te buscar, além de todas as suas passagens de ida e volta, impressas diretamente no site da companhia aérea. Além de ser uma prova documental em caso de problema, esses documentos serão solicitados pela imigração do país quando você chegar lá. É preciso provar que você está indo com boas intenções e que já tem data de volta, que não pretende ficar lá ilegalmente.

É comum as agências marcarem uma reunião de pré-embarque semanas antes da viagem, para tirar dúvidas e entregar essa documentação. Se a pessoa que te atendeu não falou nada sobre isso e seu embarque está se aproximando, entre em contato e solicite esse encontro. É uma parte importante do processo todo e é um direito seu ter todos esses documentos em mãos. Ah! Aproveite e peça os contatos da agência e o de quem te atendeu. Mesmo que você esteja no Japão, eles ainda tem que te ajudar e dar suporte e não só para você que estará viajando, mas para a sua família também. Afinal, as agências tem contato com todo mundo, da família que te hospedar até a companhia aérea que vai te levar e trazer de volta. ;)

Com tudo isso em mãos, malas prontas e passagens compradas, só posso desejar a você um intercâmbio incrível. Aproveite!

Postado por Mariana Pereira

Mariana Pereira, 26 anos, jornalista, blogueira, autora de "Ao meu ídolo, com amor..." e #ShihTzuLover. Eterna intercambista e canadense de coração, sonha em viver num país bem gelado, apesar de não ser muito fã da neve. Atualmente se divide entre comandar uma sorveteria, escrever mais livros, brincar com seu cachorro e planejar suas próximas aventuras.
08 de dez de 2015

Vancouver Christmas Market e o charme dos mercados de Natal

Dezembro chegou e todo mundo já está decorando a casa e entrando no clima de Natal. Mas calma que não esquecemos de quem está fora do país. Seja passeando com a família, amigos, amor da sua vida ou no meio de um intercâmbio, também temos dicas festivas para você curtir ainda mais a sua viagem.

Há alguns anos recebemos em nossa casa (aqui no Brasil) uma intercambista da Áustria. Ela comentou comigo, na época, sobre as tradições da cidade dela, o que eles costumavam fazer e falou sobre o Viena Christmas Market (mercado de Natal de Viena). Me mostrou fotos e eu fiquei apaixonada. É a coisa mais linda e, embora o Natal não seja minha festa favorita, fiquei morrendo de vontade de conhecer! Não tive oportunidade de ir à Viena ainda, mas em 2011 Vancouver não me decepcionou e me apresentou seu próprio Christmas Market.

Vancouver Christmas Market, dezembro de 2011

A história

Os mercados de Natal surgiram na Alemanha, pelas mãos dos comerciantes, que colocavam seus produtos em barracas nas ruas para serem mais vistos e aumentar as vendas. Como cada região tinha suas características, os mercados acabavam absorvendo essas particularidades, o que fez de cada exposição um evento único. As comidas e bebidas servidas também eram localmente produzidas, então acompanhavam o estilo de cada mercado e as ofertas de cada cidade eram diferentes. Chamados originalmente de Christkindlmarkts, eram considerados perfeitos para os aldeões comprar e vender seus artesanatos tradicionais, incluindo ornamentos de palha e vidro.

Hoje, os mercados de Natal são considerados “porta de entrada” para as festas de final de ano. Vilas, cidades e aldeias em toda a Alemanha comemoram a chegada dos Christkindlmarkts, que começam suas atividades no meio de novembro e vão até o Natal. Hoje, estão espalhados por Munique, Berlim, Rothenburg, Nuremberg, Frankfurt e Baden Baden. Cidades grandes, como Munique, possuem até mais de um mercado.

O Vancouver Christmas Market

Vancouver Christmas Market, dezembro de 2011

Esse é o sexto ano que Vancouver participa da festa, que parece ter realmente caído no gosto dos canadenses. Ao todo são 30 expositores, entre artesãos, joalheiros e cozinheiros, que servem as comidas típicas da Alemanha, além daqueles chocolates ma-ra-vi-lho-sos! Eles também tem uma programação cultural muito bacana, que vai do carrossel gigante, peças de teatro e apresentações musicais. Se você está no Canadá e gostou da dica de passeio, é só clicar aqui e pegar a programação.

Eu aconselho todo mundo a visitar essa feira, não importa o lugar do mundo que você esteja. Procure saber se tem alguma aí perto de você e vá até lá. A entrada individual no de Vancouver custa $8 e é um passeio muito gostoso. A gente acaba entrando no clima e até cantando as músicas de Natal que rolam pelos auto-falantes. Fora que é uma ótima oportunidade para garantir presentes diferentes e por um preço bem bacana. *u* Lembro de ter comprado uma caneca personalizada do evento e uma bola de Natal meio grande, que eu carreguei por todos os lados, já que resolvi passar no shopping depois. A louca, né?


O evento em Vancouver acontece até o dia 24 de dezembro no Queen Elizabeth Theather, na 650 Hamilton Street, no centro da cidade, das 11:00 às 21:00. Como é época de frio, recomendo uma roupa quentinha e impermeável (quem aí já ouviu falar da Raincouver, ao invés de Vancouver?) para garantir um passeio bem confortável.

Não está no Canadá? Não tem problema. O site Christmas Markets 2015 tem informações sobre os Christmas Markets de vários lugares do mundo. Dá uma espiada lá, quem sabe você não tem sorte e encontra um mercado pertinho de você? ;)

Postado por Mariana Pereira

Mariana Pereira, 26 anos, jornalista, blogueira, autora de "Ao meu ídolo, com amor..." e #ShihTzuLover. Eterna intercambista e canadense de coração, sonha em viver num país bem gelado, apesar de não ser muito fã da neve. Atualmente se divide entre comandar uma sorveteria, escrever mais livros, brincar com seu cachorro e planejar suas próximas aventuras.
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