01 de nov de 2015

Desmistificando a pós-produção de fotografias

“Isso aí é Photoshop!”. Tenho certeza de que em algum momento da sua vida você ouviu ou disse essa frase. O nosso editor tão amado é sempre o vilão na história da fotografia, condenado nas bocas do povo. A verdade é que não é bem assim que funciona… Por isso, vim aqui te ajudar a desconstruir essa ideia equivocada da pós-produção fotográfica.

Começando pela diferença básica entre edição e tratamento. Editar uma imagem significa manipular. Por exemplo: retirar espinhas da pele, celulites, manchas, tudo isso é edição, manipulação de imagens. Agora, o tratamento se refere a algo mais simples, como alterar as cores da imagem, iluminação, etc.

A ideia que quero passar através desse post é que “editar”, como todos dizem, não é uma coisa ruim que – acreditem, já ouvi gente dizendo isso! – desqualifica ou tira os méritos do fotógrafo. Essa etapa, como todas as outras, faz parte do processo criativo. Nem sempre é possível realizar a fotografia conforme ela foi imaginada.

Imagem sem tratamento

Imagem com tratamento

A edição está entre um dos recursos do fotógrafo para trazer sua ideia à realidade, até porque fotografia não é apenas a imagem em si, mas a sua relação com o contexto proposto. Por exemplo: imaginei a foto acima como um ambiente meio abandonado, antigo, só que ele não é. Ele é no meio do campus da universidade onde estudo, bem movimentado e é bem iluminado. Através da edição, utilizei os recursos do Photoshop pra dar esse aspecto que eu tinha imaginado (pelo ruído da imagem e pela falta de saturação das cores).

Tratar as imagens faz parte de fotografar. O fotógrafo tenta sempre chegar o mais próximo possível do resultado final no instante do clique, mas nem sempre é possível. É como num filme em que se maquiam os atores para dar vida às personagens.


Por fim, quero saber a opinião de vocês: o que pensam a respeito da pós-produção? São a favor, são contra? Acham que foto editada “não vale”? Contem nos comentários!

Postado por Dora Schmidt

Gaúcha, sagitariana, estudante de jornalismo, blogo no Parada Quinze. Amo fotografia (mais do que fotografar) e o impacto que ela é capaz de nos causar, marcando a sociedade e a história. Não abro mão da simplicidade de uma vida leve como Amélie Poulain e isso se reflete nas minhas fotografias.