27 de fev de 2015

Por dentro dos vistos

Então você decidiu que vai viajar. Escolheu o país, organizou seus documentos e ajeitou sua vida para turistar pelo mundo. Mas como você faz para entrar em outro país mesmo? Depende!

Para que você possa pisar em outro país é necessário que ele permita a sua entrada. Para alguns países o governo brasileiro já negociou sua autorização, para outros você terá que correr atrás do tão famoso Visto.

Cada país tem seus critérios para permitir ou não a entrada de alguém. Você deve sempre consultar a embaixada ou o consulado do país em questão antes de viajar. Países da União Europeia como França, Itália e Alemanha não exigem que você chegue com o passaporte carimbado, porém, assim que você desembarca, deve passar na imigração onde é feita uma avaliação/entrevista. A permissão é dada na entrada.

Já em países do Mercosul como Argentina, Uruguai e Peru, não é necessário nem mesmo o passaporte, basta que você esteja com um RG em bom estado, com menos de 10 anos e voilà! 

A pedrinha no sapato é o visto americano. Isso porque os americanos são super protecionistas, se eles olharem para sua cara e acharem que você não tem dinheiro suficiente para se manter lá não tem choro, eles negam o visto e acabou a brincadeira. A boa notícia é que eles estão bem mais bonzinhos do que eram antigamente. Hoje o Brasil é o “queridinho” dos americanos. Somos o quinto país que mais gasta lá nos “States” e como eles gostam de dinheiro, nossa catraca está quase 100% liberada.

De qualquer forma, o processo é trabalhoso.

O primeiro passo é entrar no site da embaixada americana e preencher um formulário chamado DS -160. Lá você escolherá o local onde fará a entrevista, incluirá seus dados pessoais e responderá algumas perguntas estranhas como por exemplo se você tem ligação com o terrorismo… (Oi?! Isso mesmo, essa e outras perguntas estranhas fazem parte do formulário!) Aí com formulário preenchido, você deve pagar um valor de 160 Obamas – mais conhecido como dólares, que é a taxa de solicitação do visto.

Agora sim, com tudo preenchido e pago, você poderá agendar a coleta das suas digitais e foto no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e a tão aguardada e temida entrevista!

Sim, é lá que o bicho pega. O entrevistador questiona suas atividades no Brasil, se trabalha, se estuda, o que estuda ou quais as atividades que você exerce no seu trabalho, para onde você vai, quem está pagando, como está pagando, com quem você mora, o que eles fazem e outras perguntinhas para saber se você não pretende ficar lá para sempre ou se não irá passar fome durante seu passeio.

Mantenha a calma, fale a verdade e leve documentos. Não só o passaporte e o comprovante de pagamento da taxa, mas todos os documentos que te ajudem a provar que você tem dinheiro para ir aos EUA e que você vai voltar para o Brasil. Estes documentos são MUITO importantes. Digo por experiência.
Parágrafo da experiência:

“Eu tenho quase certeza que o que me salvou na entrevista foi o documento do carro que o Lê (maridão) levou. O Sr. Entrevistador Americano estava para negar meu visto, juro. Ele disse na minha cara que eu não tinha dinheiro para viajar. Simples assim. Tenho certeza que foi bullying só porque eu tenho cara de árabe . Foi neste momento que o Lê se intrometeu na minha entrevista (ele estava do meu lado na verdade) e disse que estava me ajudando com as despesas e que tinha um carro no nome da empresa do pai dele. O Sr. Entrevistador Americano pediu para ver o documento do carro, nós mostramos e o Visto foi aprovado. Agradeço ao Santo protetor dos viajantes pela graça alcançada.

Isso tudo é claro, serve apenas para turismo. Se você quer ficar no país por um tempo maior, para estudar por exemplo, as políticas são outras. É preciso pesquisar bastante e fazer tudo certinho para não ter que pegar o primeiro avião de volta para o Brasil.


Você já passou pela experiência do visto Americano? Como foi? E pra quem foi para outro país, como foi na imigração? Conte pra gente!

Beijo! ♥