05 de jan de 2016

Pelo menos um sorriso

Eu sempre fui tão acostumada a escrever sobre os outros. Os amores dos outros, as histórias dos outros, as linhas de outros protagonistas. Junto com eles ia moldando as páginas dos dias que se passavam. E quanto aprendi, o quanto cresci, o quanto achei que conhecia do mundo.

Grande bobagem. Nós nunca conheceremos o suficiente do mundo. Nós nem ao menos conhecemos o suficiente de nós mesmos. E talvez isso explique meu fascínio pelas palavras, mesmo que elas pertençam apenas indiretamente a mim.

Mas então nossos caminhos se cruzaram por aí. Despretensiosos. Como quem não quer nada e não imagina o que está por vir.

E agora, toda vez que pego uma folha de papel, eu lembro de você. Se eu preciso citar algum abraço, eu lembro do seu. Se eu tiver que lembrar de algum momento engraçado, lembro de uma risada nossa. E tudo isso esquenta meu coração. Me traz paz. Eu andei tanto tempo perdida por aí que esqueci como era bom se encontrar nos braços de alguém. E sentir que esse alguém é a pessoa certa.

Eu não quero mais perder isso. Eu vejo a chuva caindo, vejo as pessoas passando na rua, ouço muitas histórias. Mas no fundo, tudo o que queria mesmo, agora, era escrever pra você. Saber que todas essas palavras irão te atingir como um raio de sol em plena manhã fria.

Espero te arrancar pelo menos um sorriso agora, já que você é o motivo de tantos sorrisos meus.

Postado por Daiany Gomes

21 anos, paulista e formada em marketing. Aos 9 escreveu uma peça de teatro sem nenhuma pretensão. De lá pra cá, nunca mais parou. Atriz de alma, escritora por paixão e ruiva de farmácia. Dona mais que orgulhosa do blog Bilhete da Garrafa. De vez em sempre, brinca com as palavras por aí.
05 de set de 2015

As melhores coisas da vida

Durante minhas caminhadas até a escola, eu sempre reflito sobre a vida. Não sobre a minha vida em específico, mas sobre a vida em geral e sempre surgem boas ideias de posts durante essas caminhadas! Essa semana estava refletindo sobre as coisas que têm mais importância em nossas vidas. O que realmente importa? Apesar de sabermos a resposta – amar e ser amado, valorizar a família e os amigos e ajudar os outros -, raramente conseguimos nos libertar das exigências materiais de uma rotina cada vez mais acelerada. E, aos poucos, nos desviamos do que é essencial e perdemos o controle – e o sentido – da vida.

O eterno clichê “dinheiro não traz felicidade” nunca fez muito sentido para mim, confesso. Afinal, não é com o dinheiro que compramos viagens memoráveis, e pagamos nossas próprias contas e conquistamos independência? Não é o dinheiro que pode comprar um sorvete na esquina ou levar a gente a conhecer o mundo inteiro?

Negar isso, seria uma completa hipocrisia. O dinheiro é sim importante, o problema é que muitos reduzem suas vidas a uma busca material incompreensível que os transformam em caçadores de recompensas em tempo integral. Vivendo cada dia em busca de um salário milionário, perdem as pequenas felicidades da vida como um abraço apertado ou admirar um pôr-do-sol, coisas pequenas, mas que estão ao nosso alcance e de graça! Embora o dinheiro seja, de fato, muito mais do que necessário, convenço-me mais a cada dia que as melhores coisas da vida não são coisas.

Já vivi dias incríveis com muito pouco. As melhores coisas, que nos dão mais prazer, estão no simples. A maior mentira que já nos contaram é que precisamos de dinheiro para viver momentos memoráveis. Por que as melhores coisas da vida, verdadeiramente, custam pouco ou nada: dormir de conchinha, passear de bicicleta, ver o sorriso de uma criança, apreciar a vista, encontrar os amigos. Pequenos prazeres que só vive quem sabe viver.

E o caminho para encontrar a realização nas coisas mais simples e comuns não é tão difícil quanto parece, mas trata-se de um exercício que exige muita força de vontade e, principalmente, um olhar sem preconceitos. Para começar, olhe para trás e pense nos momentos felizes que você já viveu. Se você listar, vai perceber que por trás de todas as conquistas materiais, havia algo maior. Se eu fui muito feliz ao comprar meu carro, minha realização não estava no carro, e sim no fato de eu ter me organizado e superado uma dificuldade.

Nosso melhor exemplo: as crianças

Já parou para perceber como uma criança se realiza na praia? Ela corre, mergulha, chuta areia, faz castelinho. Ninguém se diverte na praia como uma criança. E isso tem explicação.

“A gente pode aprender muito com as crianças. Elas são o nosso principal espelho. Elas se jogam na vida, curtem a experiência com toda vontade, sem preocupações. O macete é esse. Ela não se importa se é rica, pobre, gorda, branca, preta ou se está doente“.

Com o tempo e os valores ensinados na sociedade, perdemos essa liberdade. Mas há esperança, e podemos voltar a perceber que o essencial é invisível aos olhos. “O idoso tem grandes chances de encontrar a felicidade nas coisas simples, novamente. Ele já tem maturidade para entender o que é importante”.

Aproveite os momentos bons que a vida lhe proporciona

Questione-se
Tire um tempo só para você. Pare um pouco e se pergunte: o que eu acho que vai trazer realização para a minha vida, de fato? Por qual motivo eu estou dando valor a determinadas coisas? Fazendo essa reflexão, a gente percebe que muitas coisas não são tão importantes como nós achamos.

Defina suas prioridades
Hoje você se mata para trocar de carro. Tudo bem. Mas e se amanhã ficar doente (o que pode acontecer qualquer hora e com qualquer um), qual a diferença que esse carro faria? Em uma doença, é mais importante ter um carro zero ou bons amigos? A vida é muito incerta e não podemos controlar as variáveis. Então invista no que realmente vale a pena e faz a diferença.

Use seu tempo com sabedoria
Tente encontrar mais equilíbrio no uso do seu tempo. E procure pensar a vida em termos de porcentagem. Se a sua vida é uma pizza de 8 pedaços, por exemplo, quantos você está consumindo com o trabalho, o lazer, a atenção aos amados. E depois avalie se a sua distribuição é justa. Geralmente, se a gente para e avalia a vida em porcentagem, conseguimos ver que estamos dando pouca atenção e tempo justamente para quem realmente importa.

Viva o presente
“Quem vive de passado é museu…”, ou tem tendência à depressão. Se perdi uma oportunidade, se eu poderia ter feito algo de outra forma, tudo bem. Mas isso não precisa tomar conta da mente. Pode até não levar a um caso depressivo, mas traz emoções depressivas, como mágoa e arrependimento. Já para quem vive no futuro, a chance de viver no limite da ansiedade é grande, pois você só pensa no que está por vir. Não podemos viver só no presente, pois precisamos planejar o futuro e aprender com o passado. Mas a maior parte da nossa vida é agora. Então, vamos nos jogar mais, viver mais.

Seja feliz
Quando conseguimos agrupar tudo isso (focar no presente, ter equilíbrio nas várias áreas da vida e priorizar o que realmente importa), temos muito mais chances de sermos felizes e conseguir aproveitar o melhor da vida.


Espero que vocês tenham gostado do textinho de hoje. Me contem, o que faz VOCÊ feliz?

Beijo e até a próxima!

Postado por Carla Vieira

Uma paulista baixinha de 17 anos, ansiosa e determinada, que sonha alto demais. Sou uma rata de biblioteca, sinto a necessidade de viver outras histórias e poder entrar em um mundo que não é meu. Também amo escrever. Aqui no blog, irei mostrar a vocês a minha visão de mundo! Se quiser me acompanhe também pelo meu blog pessoal.
Página 1 de 212