27 de jul de 2015

Faculdade de Gastronomia

Olá! Eu sou a Stephanie Ferreira, dona do blog Quase Mineira e estou toda feliz em fazer parte da equipe aqui do CDB na categoria de Culinária. Para começar, vou falar um pouco de quem sou para chegar aqui falando de comida hahaha   😉

Eu sou formada em Gastronomia pelo Grupo Educacional HOTEC em São Paulo – SP. Especializada em Garde Manger (cozinha fria) e Cake Design (decoração de bolos). Trabalhei em hotéis, bistrô, restaurantes e eventos de grande porte. Hoje sou Chef à domicílio, isto é, faço eventos particulares freelance.
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Toda vez que falo sobre a Faculdade de Gastronomia, eu começo frisando que você não sai Chef da faculdade. Chef é um titulo que se adquire depois de muitos anos de trabalho bem feito ou quando se abre o próprio restaurante. “Ah, Stephanie mas e se abrir meu restaurante assim que sair da faculdade, serei Chef?” Sim, claro. Mas não se recomenda abrir qualquer negocio sem experiencia. Em média, os restaurantes em São Paulo duram 2 anos por falta de experiência.

Como é a faculdade de Gastronomia?

A grande maioria dos cursos de gastronomia são tecnológicos, ou seja, duram 2 anos. Algumas instituições oferecem o Bacharel (4 anos) mas eu particularmente, acho desnecessário. Ninguém sai da faculdade sabendo as 1800 receitas da Larousse, mas sim todas as técnicas necessárias para executa-las.

A grade curricular varia de cada faculdade, mas sempre é divida entre aulas práticas e aulas teóricas. Eu tive aulas teóricas de direito, administração, marketing, biologia, nutrição; nas aulas práticas eu tive carnes, peixes, garde manger, confeitaria, panificação, entre outras…

Tem que saber cozinhar para entrar na faculdade?

Acho que varia de cada faculdade, na minha começamos as aulas bem do básico: cortes de legumes, fazer arroz, temperar… Então, ninguém precisava saber cozinhar logo que entrou. Faculdade é para aprender né 😉

Como são os professores?

Como todo Chef de cozinha, os professores querem tudo perfeito para o cliente mas têm paciência (nem todos) para explicar como chegar à essa perfeição. Um professor ~bonzinho~ acaba iludindo o aluno porque dentro do ambiente de trabalho, dificilmente o chef tem paciência de parar e explicar do mesmo jeito que o professor.

E o material didático?

Cadernos e itens de papelaria em geral, muitos livros. O material prático é constituído de diferentes facas e utensílios de cozinha, como descascador de legumes, tábua, balança digital, bicos de confeitar…

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Sobre o mercado de trabalho:

Com o país em crise, não ta facil para ninguém. O fato é que no mercado gastronômico só sobrevive os melhores. E uma fantasia que sonda a gastronomia é que cozinheiro/chef ganham bem. Bem… não aqui no Brasil, claro. Essa é uma profissão que se trabalha muito além das 8h diárias e que se paga muito mal. Os estágios quando pagam, variam de R$100 à um salário mínimo… Quando pagam. “Estou te dando o nome do meu restaurante no seu currículo e ainda tenho que te pagar um salário?” Pois é  🙁

Mas eu amo cozinhar, devo cursar Gastronomia?

Muito além de gostar ou amar cozinhar, gastronomia não é para todos. É um trabalho mal pago em um ambiente quente, estressante e complicado, mas eu amo o que faço e não trocaria por nada. Minha dica é: Tente. Curse. São só 2 anos. Faça um estágio. Se não gostou, faça outra coisa.

Tudo o que é feito por amor, no final é compensado.


Alguém aqui já pensou em fazer esse curso? Espero que vocês tenham gostado do post, e se tiverem qualquer dúvida podem deixar aqui nos comentários!

Um beijo *u*

Postado por Stephanie Ferreira

23 anos, Poços de Caldas - MG. Formada em Gastronomia, especializada em Garde Manger. Sempre quis ser Design mas é amante da boa culinária. Blogueira por paixão e Chef à domicílio.