21 de mar de 2015

Sobre Imigração nos EUA e a Volta ao Brasil

Bom dia gente! Estão curtindo o blog? Eu estou amando! O post de hoje será dividido em duas partes, então vamos começar logo porque tem MUITA coisa para se falar!

Parte 1 – Imigração nos EUA

No meu último post expliquei um pouco sobre os vistos de turismo pelo mundo e principalmente sobre o trabalho que dá para tirar o visto americano. Na primeira parte do post vamos falar sobre o trabalho que dá para entrar nos EUA. Mas calma, vai dar tudo certo!

Assim que você desembarca do avião você vai direto para área de imigração, onde os agentes irão validar o seu passaporte e o formulário 6059B (você pega este formulário no check-in ou dentro do avião).

Possíveis perguntas que podem ser feitas no primeiro momento:

  • O que você vai fazer nos EUA;
  • Quanto tempo vai ficar;
  • Quanto dinheiro está levando.

Da cabine da alfândega você pode ser parcialmente liberado e ir buscar suas malas OU você pode ser levado para a TÃO temida “salinha” (música de terror, por favor). Na salinha a entrevista fica mais profunda e eles podem pedir para ver documentos, passagens de volta, cartões de crédito, reservas em hotel etc. Se você for intimado a ir para a salinha, mantenha a calma e sempre fale a verdade. Os agentes são tranquilos, muitas vezes sérios demais, mas estão cumprindo o dever de proteger seu país contra a entrada de imigrantes ilegais.

Se eles não estiverem seguros com a sua entrada no país, mesmo com o visto tirado no Brasil, você pode ser deportado (bate na madeira). Se você estiver mal intencionado e for pego, eles te mandam de volta pra casa e vai ser difícil conseguir visitar o EUA novamente.

Depois de passar pelos agentes de imigração e talvez pela salinha, você pode pegar suas malas e ir embora. Mas opa! Nem sempre 🙁

Depois de estar com as malas em mãos e passar pelo Raio X, a alfândega pode querer abrir suas bagagens. Funciona assim: Eles perguntam se foi você quem fez sua mala, se alguém mexeu nela e se você sabe dizer tudo que tem lá dentro. Depois disso eles abrem e começam a vasculhar (procurando por drogas, itens proibidos ou sinais que você pretende ficar além do que seu visto permite), desdobram suas roupas e apalpam tudo que tiver dentro, tirando peça por peça enquanto fazem mais perguntas sobre a viagem.

E aí, se estiver tudo certo, eles apontam a saída do aeroporto e #partiuturistar! Viva ao santo protetor dos Viajantes. EBA! Sei que o post está um pouco assustador, até parece um bicho de sete cabeças, mas não é tão terrível assim . Você só tem que saber que não esta mais no Brasil e que as regras são outras. Como eu disse antes, fique calmo e fale a verdade que dá tudo certo.

Diquinha da Ju: Tenha sempre na ponta da língua o número de dias que vai turistar e principalmente o nome do hotel onde vai estar hospedado. Tenho uma amiga que perdeu meio dia na “salinha” porque ela não soube dizer onde ia ficar. Por isso é importante que você tenha na mala de mão uma pastinha com todos seus comprovantes, por exemplo reserva de hotel, passagem de volta e tickets de passeio (se já tiver comprado).

Esqueminha simplificado do que acontece entre sair do avião e sair do aeroporto:

Imigração nos EUA


Parte 2 – A volta para o Brasil

Muito bem, você foi para os Estados Unidos da América e o que você fez? Passeou horrores, conheceu lugares incríveis e comprou inúmeras coisas maravilhosas! Sim, porque meu bem, não importa o valor do dólar, EUA é o lugar das compras!

Acontece que o Brasil impõe algumas regras e valores para as compras que você faz lá fora. É uma forma de proteção ao mercado interno e você deve estar atento para não ser pego de surpresa.

A regra é a seguinte: suas compras não podem ultrapassar o valor de US$500 gastos em terras americanas + US$500 gastos no Duty Free (Free Shop) no aeroporto daqui do Brasil. Na minha opinião é um valor muito baixo, porém alguns objetos não entram na cota. 3 vivas para essa informação – VIVA VIVA VIVA!

Objetos de uso pessoal – usados na viagem – não entram na cota, por exemplo:

  • Roupas;
  • Tênis;
  • Perfume;
  • Relógio;
  • Máquina fotográfica.

E aí que você deve prestar atenção. Não adianta colocar na mala 5 pares de tênis tamanho 40 se você calça 34, nem colocar 10 camisetinhas idênticas, muito menos trazer 7 frascos de perfumes fechados. Se você não usou, não é uso pessoal, confere?

Computadores, máquinas filmadoras e tablets são taxados, a menos que você tenha passado um tempo estudando ou trabalhando. Apesar de máquinas fotográficas não serem taxadas todos seus acessórios são.

Caso suas compras ultrapassem a cota, você deverá fazer a declaração para pagar os impostos devidos, se não fizer a declaração e for pego na alfândega terá que pagar o imposto mais uma multinha de 50%. Momento “fala baixo”: Conheço pessoas que nunca declaram nada e se arriscam, aí vai da cabeça de cada um. Quem tiver interesse, encontrei esse infográfico incrível no site do Estadão, explicando algumas mudanças que irão acontecer agora em 2015 onde você poderá esclarecer mais dúvidas.

Passando pela receita, seja bem vindo de volta ao Brasil! Agora é só curtir suas compras novas e todas as memórias de viagem que valem muito mais do que qualquer mercadoria que caiba na bagagem.

Espero que o post tenha sido útil. Apenas para lembrar, o Coisas de Blogueiras oferece um espaço para que você dê seu pitaco, sugestões e caso tenha ficado com dúvidas, deixe no seu comentário, terei o maior prazer em poder ajudar!

Beijos e até a próxima! 😉

27 de fev de 2015

Por dentro dos vistos

Então você decidiu que vai viajar. Escolheu o país, organizou seus documentos e ajeitou sua vida para turistar pelo mundo. Mas como você faz para entrar em outro país mesmo? Depende!

Para que você possa pisar em outro país é necessário que ele permita a sua entrada. Para alguns países o governo brasileiro já negociou sua autorização, para outros você terá que correr atrás do tão famoso Visto.

Cada país tem seus critérios para permitir ou não a entrada de alguém. Você deve sempre consultar a embaixada ou o consulado do país em questão antes de viajar. Países da União Europeia como França, Itália e Alemanha não exigem que você chegue com o passaporte carimbado, porém, assim que você desembarca, deve passar na imigração onde é feita uma avaliação/entrevista. A permissão é dada na entrada.

Já em países do Mercosul como Argentina, Uruguai e Peru, não é necessário nem mesmo o passaporte, basta que você esteja com um RG em bom estado, com menos de 10 anos e voilà! 

A pedrinha no sapato é o visto americano. Isso porque os americanos são super protecionistas, se eles olharem para sua cara e acharem que você não tem dinheiro suficiente para se manter lá não tem choro, eles negam o visto e acabou a brincadeira. A boa notícia é que eles estão bem mais bonzinhos do que eram antigamente. Hoje o Brasil é o “queridinho” dos americanos. Somos o quinto país que mais gasta lá nos “States” e como eles gostam de dinheiro, nossa catraca está quase 100% liberada.

De qualquer forma, o processo é trabalhoso.

O primeiro passo é entrar no site da embaixada americana e preencher um formulário chamado DS -160. Lá você escolherá o local onde fará a entrevista, incluirá seus dados pessoais e responderá algumas perguntas estranhas como por exemplo se você tem ligação com o terrorismo… (Oi?! Isso mesmo, essa e outras perguntas estranhas fazem parte do formulário!) Aí com formulário preenchido, você deve pagar um valor de 160 Obamas – mais conhecido como dólares, que é a taxa de solicitação do visto.

Agora sim, com tudo preenchido e pago, você poderá agendar a coleta das suas digitais e foto no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e a tão aguardada e temida entrevista!

Sim, é lá que o bicho pega. O entrevistador questiona suas atividades no Brasil, se trabalha, se estuda, o que estuda ou quais as atividades que você exerce no seu trabalho, para onde você vai, quem está pagando, como está pagando, com quem você mora, o que eles fazem e outras perguntinhas para saber se você não pretende ficar lá para sempre ou se não irá passar fome durante seu passeio.

Mantenha a calma, fale a verdade e leve documentos. Não só o passaporte e o comprovante de pagamento da taxa, mas todos os documentos que te ajudem a provar que você tem dinheiro para ir aos EUA e que você vai voltar para o Brasil. Estes documentos são MUITO importantes. Digo por experiência.
Parágrafo da experiência:

“Eu tenho quase certeza que o que me salvou na entrevista foi o documento do carro que o Lê (maridão) levou. O Sr. Entrevistador Americano estava para negar meu visto, juro. Ele disse na minha cara que eu não tinha dinheiro para viajar. Simples assim. Tenho certeza que foi bullying só porque eu tenho cara de árabe . Foi neste momento que o Lê se intrometeu na minha entrevista (ele estava do meu lado na verdade) e disse que estava me ajudando com as despesas e que tinha um carro no nome da empresa do pai dele. O Sr. Entrevistador Americano pediu para ver o documento do carro, nós mostramos e o Visto foi aprovado. Agradeço ao Santo protetor dos viajantes pela graça alcançada.

Isso tudo é claro, serve apenas para turismo. Se você quer ficar no país por um tempo maior, para estudar por exemplo, as políticas são outras. É preciso pesquisar bastante e fazer tudo certinho para não ter que pegar o primeiro avião de volta para o Brasil.


Você já passou pela experiência do visto Americano? Como foi? E pra quem foi para outro país, como foi na imigração? Conte pra gente!

Beijo! ♥